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Brazil - Clinton pediu informações pessoais sobre integrantes do governo

Natalia Viana, 10 December, 9.00 GMT

Dentre os quase 3 mil documentos obtidos pelo WikiLeaks que tratam de Brasil há um de especial interesse. Trata-se de um telegrama confidencial enviado no dia 23 de abril de 2009 ao departamento politico da embaixaada em Brasília e assinado pela própria Secretária do Departamento de Estado americano, Hillary Clinton (CLIQUE AQUI - 203847).

Todo escrito em letras garrafais, o documento - produzido dois meses e meio depois da posse de Clinton no cargo - mostra que ela também pediu informações detalhadas sobre membros do governo que seriam de especial interesse à administração americana.

Clinton agradece pela informação sobre os possíveis candidatos à sucessão presidencial, em especial ao relatório "estelar" sobre José Serra (candidato do PSDB). As informações seriam usadas em relatórios para "clientes-chave" - ou seja, agências e secretarias do governo, relata Clinton.

Ela também agradece pelos detalhes biográficos enviados a respeito do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e à negociadora do Itamaraty Vera Machado.

"Essa informação ajuda a preencher vácuos biográficos sobre atores-chave na política ambiental e de mudanças climáticas - um tema bilateral muito importante".

Em especial, os oficiais de Washington valorizam informações sobre "o jeito de atuar dos líderes, motivações, qualidades e defeitos, relações com superiores, sensibilidades, visões de mundo, hobbies e proficiência em linguas".

Relatos sobre divergências e convergências entre os líderes brasileiros em relação a temas econômicos, políticos e de relações exteriores,também serviriam para os americanos identificarem "interlocutores favoráveis ou obstáculos" nos temas prioritário como energia e comércio/protecionismo.

Washington pede mais. Quer que o corpo diplomático reúna informações sobre "divisões dentro do núcleo do governo Lula" em relação às políticas usadas para atenuar os efeitos da crise econômica, em especial aquelas que pudessem afetar o comércio bilaterial entre os dois países.

Por fim, Clinton agradece informações sobre "a relativa influência de assessores econômicos, seus estilos de negociação e sua autoridade" e pede mais detalhes sobre a pesonalidade de membros do executivo por trás de projetos de lei que saem do Planalto e não do Congresso, pois eles ajudam Washington a "avaliar a influência, as visões de mundo e a linha política" desses indivíduos.